quarta-feira, 15 de julho de 2015

Escritório de filho de Cedraz conseguiu vitória mirabolante no TCU


Contas declaradas irregulares por ministro relator sofreram reviravolta e terminaram sem qualquer multa ou penalidade

Por: Ana Clara Costa

Advogado Tiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz
Advogado Tiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz(Divulgação/TV Justiça/VEJA)
O advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, tem apenas 33 anos, mas coleciona feitos notórios no exercício do Direito. Alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã de terça-feira, Cedraz é citado como "facilitador" de negócios junto ao TCU, segundo o termo de delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, presidente da UTC. O delator disse ter pago uma mesada ao advogado para abrir caminhos no Tribunal e viabilizar a construção de Angra 3. Contudo, bem antes da Lava Jato, o escritório do jovem bacharel já colecionava vitórias de causar inveja às mais famosas bancas do país.
Uma delas, alcançada em 2010, dá mostras de sua, digamos, competência. Detalhada investigação do TCU levantou irregularidades na prestação de contas da Federação Agrícola do Estado de São Paulo (Faesp), gerida pelo empresário Fábio de Salles Meirelles. O relatório do Tribunal, de autoria do ministro Marcos Bemquerer, apontava má gestão, repasse de recursos públicos sem comprovação, favorecimento de familiares e omissão de dados na prestação de contas. Apenas em multas, o relatório recomendava o pagamento de 500.000 reais, além da recomposição ao erário. As contas da Faesp são analisadas pelo TCU porque a entidade recebe repasses do Sistema S (financiado por depósitos compulsórios de trabalhadores de diversos setores), e constantemente eram aprovadas com ressalvas.
As contas irregulares apontadas pelo relator se referiam ao repasse de verbas ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que é gerido pelas federações estaduais, ou seja, entidades como a Faesp. O exercício em análise era o de 2005, mas o processo foi julgado apenas em 2010, após cinco anos de auditoria e explicações prestadas pela Federação. O relator julgou as justificativas insuficientes e reprovou sumariamente as contas. Mas um poderoso recurso protocolado pela Faesp mudou os rumos da apuração. A essa altura, entrou no processo o ministro José Múcio, também ex-ministro do governo Lula, no papel de revisor. Ao analisar o texto, Múcio pediu que o colegiado dispensasse "um pouco mais de atenção" às explicações da Faesp.
Ao final, contrariando todos os pontos levantados pelo relator, o revisor decidiu - com aval da maioria - que as falhas administrativas, as contratações indevidas e as despesas incompatíveis com os objetivos institucionais da entidade teriam origem na falta de normas para acompanhar o relacionamento entre o Senar e o sistema confederativo. O argumento da ausência de norma do qual Múcio se valeu também isentou de responsabilidade os executivos da Faesp, abrindo perigoso precedente para o gasto de dinheiro público por federações. Enquanto o papel do revisor é aprimorar o relatório, com a sugestão de ressalvas ao texto principal, o caso da Faesp surpreende pela diferença entre as avaliações do revisor e do relator. Tudo graças à hábil defesa apresentada pelos advogados, já na etapa dos recursos. À época, também era sócio de Cedraz o ex-deputado Sérgio Tourinho Dantas, primo do banqueiro Daniel Dantas e aliado histórico de Antonio Carlos Magalhães. O ministro Aroldo Cedraz, por sinal, foi indicado por ACM ao posto no TCU.
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Segundo consta do próprio acórdão do TCU, o advogado da entidade era um dos sócios de Cedraz, Romildo Peixoto Júnior. Para outros processos que não os do TCU, em especial os que tramitam no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o defensor da Faesp continua sendo o próprio Cedraz. Já a relação da Federação com o TCU manteve-se sempre azeitada. A tal ponto que, no ano passado, Fábio de Salles Meirelles foi agraciado com honraria auferida a poucos brasileiros: o Grande-Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União. Ao entregá-lo, o ministro Múcio enalteceu os feitos do empresário. "É um daqueles empreendedores que, no dia a dia, se arriscam no competitivo e essencial ramo do agronegócio para que todos nós tenhamos nossas mesas abastecidas".
Já Cedraz, que concilia as funções de advogado e assessor jurídico do partido Solidariedade - o qual ajudou a fundar - talvez tenha de dar uma pausa em suas atividades profissionais mais arrojadas. Enquanto a PF chafurda em seus negócios, o bacharel pode ter de explicar situações mal contadas do passado, como ter sido citado na Operação Vaucher, da PF, que apurou fraudes no Ministério do Turismo e derrubou o então ministro Pedro Novais. Polivalente, o jovem também atua na área de contratos em operações de cifras nada desprezíveis. Segundo reportagem do jornal O Globo publicada em 2013, o escritório de Cedraz ganharia 10 milhões de dólares se concretizasse a venda da refinaria de San Lorenzo, na Argentina, especificamente ao empresário do ramo de cassinos Cristóbal López. Trata-se de uma cláusula contratual à qual a Polícia Federal teve acesso depois de iniciar investigações sobre pagamento de propina na venda da refinaria. Segundo a PF, há indícios de que o empreendimento da Petrobras tenha sido vendido a López abaixo do preço de mercado. Enquanto o empresário havia se disponibilizado a pagar, inicialmente, 50 milhões dólares, o negócio foi fechado por apenas 36 milhões de dólares, em 2010. Cedraz, contudo, negou ao jornal que a cláusula em questão tivesse rendido os tais milhões ao escritório.

TIAGO CEDRAZ MILIONÁRIO PRECOCE

terça-feira, 14 de julho de 2015

Isso sim é golpismo. AGU "sugere" ao TCU que pedaladas fiscais da Dilma devem ser crime só no futuro. O que passou, passou.

sso sim é golpismo. AGU "sugere" ao TCU que pedaladas fiscais da Dilma devem ser crime só no futuro. O que passou, passou.

(Folha) As chamadas "pedaladas fiscais" (pagamento de contas do Tesouro Nacional por bancos públicos) adotadas pelo governo Dilma Rousseff já ocorriam em governos anteriores e não foram alvo de questionamento do TCU (Tribunal de Contas da União). E se esse mecanismo for condenado pelo órgão, deve ter impacto apenas para gestões futuras. 

Essa é a linha de defesa que o governo federal vai apresentar aos ministros do tribunal, segundo relatou nesta segunda-feira (13) os ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) (foto). Ambos participaram de reunião do conselho político com a presidente Dilma Rousseff, nesta manhã. O julgamento das contas de governo foi um dos principais temas do encontro. 

Os auditores do TCU apontaram várias irregularidades no balanço apresentado pela presidente para 2014, o último ano de seu primeiro mandato, e tudo indica que o tribunalrecomendará ao Congresso sua rejeição em agosto. Segundo Adams, o governo pode "mudar a sistemática" adotada após a análise do TCU.
MUDANÇAS
Os ministros reforçaram o discurso de que a análise do órgão deverá ser "técnica" e baseada na jurisprudência do próprio tribunal, e que nada impede o governo de adotar "aperfeiçoamentos" a partir de agora. "Temos plena confiança de que o Tribunal de Contas terá ponderação e equilíbrio para tomar uma decisão desse nível. O espaço do TCU é um espaço de debate técnico. Espaço de debate politico é o Congresso", afirmou o advogado-geral da União. 

Adams ponderou ainda que uma vez "revisitado" o conceito do que pode ou não ser feito, o impacto será para o futuro. "A gente entende que, sim, podemos revisitar [a prática criticada pelo Tribunal] e sim, podemos mudar a sistemática. Mas não, não é o caso de rejeitar as contas", afirmou enfático."O núcleo do nosso posicionamento está pautado pela regularidade reconhecida em relação às sistemáticas que vêm sendo adotadas ate o momento. Não temos nenhuma resistência a aperfeiçoamentos que possam ser feitos a partir de agora", completou Barbosa. 

Ele destacou que, nesta terça (14), o governo vai detalhar seus argumentos em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O mesmo já foi feito para lideranças da base aliada no Congresso, congressistas do PT e do PCdoB. "Vamos fazer essa mesma exposição a outras bancadas que se interessarem em ouvir", emendou. A expectativa é que o governo encaminhe sua defesa ao TCU na próxima semana.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

EU SOU FAVOR DO VOTO IMPRESSO, E VOCÊ !

VOTO IMPRESSO É O CAMINHO

(Por e-mail)


por Almir Quites

Resposta: sim, é uma das soluções possíveis. 

Adotar o sistema de urna eletrônica e voto impresso é bom. Ter-se-á um voto real! 

Há mais de 20 anos que os brasileiros são iludidos com um voto só existente na imaginação do eleitor. A apuração eleitoral é também uma fantasia. Contam-se votos que não existem e, portanto,  é impossível verificar a correção da contagem como também é impossível fazer prova de fraude. 

No entanto, não basta que se tenha o voto impresso e passível de ser recontado a qualquer tempo. Além disso,  é preciso que cada boletim de urna gerado seja imediatamente (no instante da geração) publicado na internet para que qualquer pessoa física ou jurídica possa fazer a totalização paralela. A totalização dos votos também deve ser facilmente verificável. 

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sábado, 11 de julho de 2015

Agora, os petistas vão tentar ganhar no tapetão.

Agora, os petistas vão tentar ganhar no tapetão.

O governo, ao que tudo indica, jogou a toalha no TCU. O tribunal deve mesmo rejeitar as contas de Dilma Rousseff. Agora, os petistas vão tentar ganhar no tapetão. Ou seja, no Congresso, para evitar a instauração do processo de impeachment por crime de responsabilidade...

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Mais um HC negado e José Dirceu pode pedir musiquinha no Fantástico.

Mais um HC negado e José Dirceu pode pedir musiquinha no Fantástico.

(Agência Brasil) O juiz federal Nivaldo Brunoni decidiu hoje (10) manter a decisão que rejeitou o pedido de habeas corpuspreventivo do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Na semana passada, o juiz negou o pedido de Dirceu para evitar sua eventual prisão na Operação Lava Jato.

Ao rejeitar o novo pedido de habeas corpus preventivo, o juiz manteve os argumentos da primeira decisão. Ele entendeu que o receio de ser preso não justifica decisão preventiva do Judiciário. Nivaldo Brunoni disse que o fato de Dirceu ter sido citado pelo empresário Milton Pascowitch, em depoimento de delação premiada, não significa que ele será preso.

O advogado do ex-ministro, Roberto Podval, ressaltou no recurso que, devido à dinâmica das investigações, “tudo leva a crer” que José Dirceu está prestes a ser preso. Podval afirmou que a eventual prisão de Dirceu não se justifica, pois ele está colaborando desde o momento em que passou a ser investigado na Lava Jato. A defesa alega que o ex-ministro é alvo de uma “sanha persecutória”.O ex-ministro cumpre prisão em regime aberto por ter sido condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

SÉRGIO MORO CONTESTA DILMA