quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A lista dos parlamentares que receberam doações de assessor

Confira quem são os 125 deputados e dez senadores que receberam contribuições, em dinheiro ou serviço, dos funcionários que empregam no Congresso



Gustavo Lima/Ag. Câmara
Dos 135 parlamentares que receberam ajuda extra de gabinete, 125 são deputados

Lúcio Vaz
Congresso em Foco publica abaixo, com exclusividade, a relação dos 135 parlamentares que receberam quase R$ 1,4 milhão em doação de campanha de assessores parlamentares. Ao todo, mais de 360 funcionários da Câmara e do Senado contribuíram para a eleição dos deputados e senadores para os quais trabalham, como revelou a Revista Congresso em Foco. Quarenta congressistas receberam R$ 10 mil ou mais. E apenas 12 levantaram menos de R$ 1 mil de seus assessores.
Em vários casos, as doações superaram muito o valor do salário pago pelo gabinete. Nada menos do que 125 deputados – quase um quarto da Câmara – reforçaram o caixa eleitoral com o dinheiro ou o trabalho gra­cioso de seus assessores, o que caracteriza uma clara vantagem em relação aos candi­datos que não contam com mandato parlamentar. O campeão de arrecadação da caixinha eleitoral foi o deputado Rubens Otoni (PT-GO), que recebeu R$ 73 mil de contribuições de 11 assessores – um quarto do total declarado por ele na segunda parcial da prestação de contas. Outros dez senadores também apelaram ao mesmo expediente. No Senado, o maior beneficiário foi Mário Couto (PSDB-PA), que arrecadou R$ 71 mil entre nove funcionários – tudo em espécie.
O partido que mais recorreu à caixinha entre servidores foi o PT. Dos 88 deputados petistas, 44 receberam a ajuda do gabinete (leia mais). Juntos, esses assessores repassaram R$ 498.767 para a campanha de seus respectivos chefes. Mas na lista aparecem nomes de outras 18 legendas.
Os números serão ainda maiores porque o levantamento foi feito a partir do segundo relatório parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo final para a entrega da prestação de contas dos candidatos encerra no dia 4 de novembro. Os dados disponíveis foram cruzados com a lotação dos servidores de cada gabinete. Por lei, pessoa física pode doar valor correspondente a até 10% dos rendimentos que declarou à Receita Federal no ano anterior.
Veja a relação dos parlamentares que receberam doações dos servidores e o total levantado por cada um deles no respectivo gabinete:
DeputadosPartidoEstadoValor (R$)
Rubens OtoniPTGO73.701
Chico AlencarPsolRJ66.775
Marcus PestanaPSDBMG43.600
Hugo NapoleãoPSDPI34.000
Marco MaiaPTRS33.000
Osmar JúniorPCdoBPI29.738
Eudes XavierPTCE29.084
Afonso FlorencePTBA25.200
VicentinhoPTSP24.000
Bohn GassPTRS22.000
Paulo PimentaPTRS21.950
Giovani CheriniPDTRS21.500
Hélcio SilvaPTSP21.000
Luiz SérgioPTRJ20.070
Paulo TeixeiraPTSP19.069
Givaldo CarimbãoProsAL18.000
Andréia ZitoPSDBRJ18.000
Weverton RochaPDTMA18.000
Janete Rocha PietáPTSP17.414
Vander LoubetPTMS15.870
Sibá MachadoPTAC15.000
PennaPVSP14.000
Edmar ArrudaPSCPR13.500
Wellington RobertoPRPB13.500
Maurício Quintela LessaPRAL13.000
Pedro EugênioPTPE13.000
Valmir AssunçãoPTBA13.000
Carlos SampaioPSDBSP12.000
Anselmo de JesusPTRO11.400
Paes LandimPTBPI11.300
Assis CarvalhoPTPI11.015
Luiz Fernando MachadoPSDBSP11.000
MarconPTRS10.090
Jandira FeghaliPCdoBRJ10.000
Maria do RosárioPTRS10.000
Íris de AraújoPMDBGO10.000
Iracema PortellaPPPI10.000
Maurício Quintella LessaPRAL10.000
André de PaulaPSDPE10.000
Giovanni QueirozPDTPA10.000
Miguel CorrêaPTMG9.900
Luiz CoutoPTPB9.505
Assis MeloPCdoBRS9.480
Paulo FeijóPRRJ9.300
Abelardo CamarinhaPSBSP9.000
Luci ChoinackiPTSC8.560
Lourival MendesPTdoBMA8.400
Vanderlei SiraquePTSP8.100
Luciano CastroPRRR8.060
Décio LimaPTSC8.000
José PriantePMDBPA8.000
Ronaldo BenedetPMDBSC8.000
Mauro LopesPMDBMG8.000
Acelino PopóPRBBA7.500
Nelson MarquezelliPTBSP7.200
José Carlos AraújoPSDBA6.500
Bruna FurlanPSDBSP6.500
Ronaldo FonsecaProsDF6.500
Jô MoraesPCdoBMG6.100
Luiz CarlosPSDBAP6.080
Janete CapibarebePSBAP6.000
Glauber BragaPSBRJ5.650
Elcione BarbalhoPMDBPA5.300
Roberto SantiagoPSDSP5.300
Gabriel GuimarãesPTMG5.100
Eduardo BarbosaPSDBMG5.040
Emiliano JoséPTBA5.000
Vaz de LimaPSDBSP5.000
Danrlei de DeusPSDRS5.000
Luiz Carlos BusatoPTBRS5.000
Alice PortugalPCdoBBA4.950
Ronaldo CaiadoDEMGO4.870
Arnaldo JordyPPSPA4.800
Esperidião AmimPPSC4.333
José StédilePSBRS4.000
Luisa ErundinaPSBSP4.000
Guilherme MussiPPSP4.000
Francisco PracianoPTAM3.964
Urzeni RochaPSDRR3.850
Nilmário MirandaPTMG3.500
Liliam SáProsRJ3.500
George HiltonPRBMG3.000
Waldenor PereiraPTBA3.000
Marllos SampaioPMDBPI3.000
Nilson LeitãoPSDBMT3.000
Nelson MeurerPPPR3.000
Silas CâmaraPSDAM3.000
Odair CunhaPTMG2.730
Dimas FabianoPPMG2.560
Alessandro RosoPSBRS2.545
Sandra RosadoPSBRN2.530
João Paulo LimaPTPE2.500
Erivetdon SantanaPSCBA2.350
Amauri TeixeiraPTBA2.300
José Sarney FilhoPVMA2.100
Cláudio PutyPTPA2.000
José MentorPTSP2.000
MagelaPTDF2.000
PolicarpoPTDF2.000
Pastor Marco FelicianoPSCSP2.000
João RodriguesPSDSC2.000
Sérgio MoraesPTBRS2.000
Antônio BulhõesPRBSP2.000
Luiz AlbertoPTBA1.980
João ArrudaPMDBPR1.966
Roberto de LucenaPVSP1.651
Sandes JúniorPPGO1.570
Dalva FigueiredoPTAP1.500
Vicente CândidoPTSP1.500
Fabio TradPMDBMS1.500
Arlindo ChinagliaPTSP1.400
Fernando Coelho FilhoPSBPE1.000
Marcelo MatosPDTRJ1.000
Josue BengtsonPTBPA960
Henrique FontanaPTRS800
Benedita da SilvaPTRJ750
Perpétua AlmeidaPCdoBAC550
Jorge BittarPTRJ500
João CamposPSDBGO500
Diego AndradePSDMG500
Eros BiondiniPTBMG500
Paulo Pereira da SilvaSDSP500
Leonardo MonteiroPTMG400
Renato SimõesPTSP300
Professora DorinhaDEMTO100
SenadorPartidoEstadoValor (R$)
Mário CoutoPSDBPA71.000
Marcelo CrivellaPRBRJ50.000
Wellington DiasPTPI26.287
Rodrigo RollembergPSBDF20.400
Fernando CollorPTBAL14.640
Mozarildo CavalcantiPTBRR13.593
Gim ArgelloPTBDF12.600
Ataídes de OliveiraProsTO11.150
Kátia AbreuPMDBTO7.000
Inácio ArrudaPCdoBCE4.500
Veja também:
 toudeolhoemademar13.blogspot.com

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

FILHO AMEAÇA GESTÃO DE AROLDO CEDRAZ NO TCU

domingo, 2 de novembro de 2014

O BRASIL DIVIDIDO SALOMONICAMENTE

A recente eleição presidencial sublinhou que a nação Brasil não existe.
Muitos historiadores pregaram no passado que o Brasil deveria ser dividido em duas ou até três regiões, e apresentavam as suas razões.
Graças ao Duque de Caxias, muitas tentativas de repartição do território fracassaram, inclusive a da gauchada, na célebre GUERRA DOS FARRAPOS.
Os séculos foram passando e, mesmo assim, sempre tivemos os adeptos de que o País deveria ser dividido, e muitos argumentavam que o Norte, em especial o Nordeste, sobrevivia graças ao desenvolvimento das outras regiões.
Apesar da veracidade daqueles nacionalistas, o País prosseguiu sempre em passos lentos pelo desgaste provocado pelo atraso e pela falta de desenvolvimento das regiões Norte - Nordeste.
A seca, diziam os “coronéis” nordestinos riquíssimos, era a causa do atraso. E assim, vivemos por muitas e muitas décadas.
Hoje, graças ao social - lulo - petismo, descaradamente, podemos dividir a nação em duas partes. O território dos “QUE PAGAM”, e o território dos “QUE SÓ RECEBEM”. Simples assim.
A divisão, basicamente, seria a do Sul e a do Norte, evidentemente, permitindo - se a transferência obrigatória dos “QUE SÓ RECEBEM” e que sobrevivem no Sul, para a sua verdadeira região, o Norte; e a transferência dos “QUE PAGAM” e vivem no Norte, para o Sul.
Desta forma, acreditamos que a melhor solução para este imenso território seria a sua divisão. Teríamos duas vastas regiões e duas novas nações, ambas com possibilidades de alcançar imensas glórias no cenário internacional, cada qual com a sua ideologia.
Uma, a democrática e progressista, e a outra como a gloriosa nação comunista do Hemisfério Sul.
Uma poderia ser a do Norte, como a terra de SANTA CRUZ. A do Sul poderia ser a do PINDORAMA.
A do Sul poderia ser democrática como a Coréia do Sul, e a do Norte, comunista como a Coréia do Norte.
Esta é a nossa proposta para a nova gestão do poste sem luz.
Seria criada no Norte uma nação coordenada com as suas co - irmãs, a Venezuela, o Equador e Cuba.
No sul, um país democrata, cuja principal preocupação seria evitar a vinda dos “QUE SÓ RECEBEM” do Norte para o Sul, pois, fatalmente, lá só existiriam os “QUE SÓ RECEBEM”, e como lá não tem quem pague, é provável que a discórdia imperasse naquela área.
Quanto ao Sul, é provável que a sua progressão seja espantosa, pois sem ter que distribuir os ganhos de seu povo para os “QUE SÓ RECEBEM”, muito em breve estaria alinhado entre as mais poderosas nações da terra.
Esta é uma simplória sugestão, que esperamos caia nas boas graças do atual desgoverno, que, assim, poderia mudar seu domicílio para o Norte, e lá implantar com facilidade a sua ideologia.
Além de deixar de explorar os que pagam impostos extorsivos e bolsas para os demais viventes.
Brasília, DF, 29 de outubro de 2014
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

sábado, 1 de novembro de 2014

Novo delator da Lava Jato vai pagar R$ 40 milhões de multa



Petrobrás

Julio Camargo é apontado como elo de empreiteiras com o Petrolão

Por: Redação 

(Fausto Macedo e Ricardo Brandt/AE)


O executivo Julio Camargo, apontado como elo de empreiteiras com o esquema de corrupção na Petrobrás, aceitou pagar multa de R$ 40 milhões no âmbito da delação premiada que fechou com o Ministério Público Federal, segundo os investigadores da Operação Lava Jato. 

Camargo depôs na semana passada para três procuradores da República e um delegado da PF. Eles insistiram em saber de suas relações com o ex-diretor de Serviços da estatal petrolífera, engenheiro Renato Duque. Uma pergunta reiterada a Camargo é se ele fez depósitos no exterior para Duque. 

Julio Camargo falava em nome da Toyo Setal Empreendimentos, que se dispõe a colaborar com as investigações.
Ele é o terceiro alvo da Lava Jato que firma acordo de delação premiada. Com a delação, Camargo pode obter acentuada redução de pena, até mesmo o perdão judicial. A multa de R$ 40 milhões, no entanto, ele terá que de pagar. Antes, fez a colaboração o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, que citou pelo menos 32 parlamentares como supostos beneficiários do esquema de corrupção e propinas na estatal petrolífera. 

O doleiro Youssef está fazendo delação, interrompida porque foi hospitalizado sábado, 25.
Julio Camargo temia ser preso a qualquer momento pela Lava Jato, que entrou em sua segunda etapa, agora concentrando fogo nas empreiteiras. 

Apavorado, Camargo resolveu contar o que sabe. Seu relato confirma a existência do cartel das construtoras na Petrobrás. O grande conluio já havia sido revelado por Paulo Roberto Costa, mentor do esquema de propinas da estatal. Camargo já confirmou o envolvimento direto de pelo menos duas gigantes da construção. 

A Toyo Setal, que Camargo representava, realiza atividades de projeto, construção e montagem na modalidade de EPC (Engenharia, Suprimentos e Construções), em unidades industriais, nos segmentos de óleo e gás, petroquímica, química, mineração, infraestrutura, plantas de geração de energia e siderurgia. 

A Toyo trabalha também com estaleiros, na fabricação e serviços de construção de módulos para plataformas offshore, incluindo unidades de geração de energia elétrica, de compressão de gás e de processamento de petróleo. 

A Toyo e Julio Camargo aparecem em uma planilha que a PF apreendeu. O documento indica contribuições de Camargo a partir de março de 2010, provavelmente para a campanha eleitoral daquele ano. 

A empresa e ele foram citados pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, em depoimento à Justiça Federal. Costa apontou suposto envolvimento de Duque no esquema, 

Na campanha eleitoral de 2010, Camargo ficou entre os maiores doadores de pessoa física. Ele doou um total de R$ 1,12 milhão para dez candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas de São Paulo e Mato Grosso do Sul. 

O maior beneficiário foi o então candidato a senador do PT do Rio Lindbergh Farias, que ficou com R$ 200 mil. Ele deu ainda R$ 100 mil para as campanhas ao Senado de Marta Suplicy (PT-SP) e R$ 100 mil para Delcídio Amaral (PT-MS). 

Camargo é o controlador de três companhias (Piemonte, Auguri e Treviso) que recebiam aportes de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef, alvo da Lava Jato. 

No fluxograma do dinheiro movimentado por Youssef na GFD Investimentos (um total de R$ 78 milhões) de janeiro de 2009 a dezembro de 2013 a Piemente colocou R$ 8, 5 milhões. A Treviso repassou R$ 4,4 milhões. A suspeita da PF é que esse dinheiro era distribuído com deputados e senadores. 

COM A PALAVRA, O ENGENHEIRO RENATO DUQUE
Por meio de sua assessoria de imprensa, Renato Duque disse desconhecer “o conteúdo de qualquer depoimento de Julio Camargo”. O engenheiro assinala que não é acusado de nenhum crime e afirma não saber de crimes na Petrobrás durante sua gestão na Diretoria de Serviços. Ele destacou que “está à disposição da Justiça para prestar qualquer esclarecimento que se fizer necessário”. 

A assessoria assinalou que Duque já entrou com ação penal privada contra Costa por crime contra a honra. “Paulo Roberto terá o direito de provar a suposta veracidade das acusações falsas que fez a Duque.” 

COM A PALAVRA, A DEFESA DO EXECUTIVO JULIO CAMARGO
A criminalista Beatriz Catta Preta, que representa o executivo Julio Camargo, não se manifestou. 

29 de outubro de 2014
Fonte: Resistência Democrática